27 outubro 2012

Meu jeito de dizer eu te amo



Eu cresci sabe, cresci tão rápido que nem percebi...
E agora que sou grande, ainda me comporto como menino...
Incrível, tudo mudou, menos a forma de me apaixonar.
Eu prometo ser sincero, falar tudo e me declarar pra você...
Porém, você chega e meu mundo desaba em timidez ou apenas me travo, sem voz...
Todo meu corpo treme, fica sem reação, tudo congela dentro de mim, pelo simples fato de estarmos por alguns segundos dividindo o mesmo espaço.
Eu pareço menino, menino bobo de colégio que faz recadinho e nunca entrega.
Pareço menino, que acorda ensaiando uma frase de amor da qual nunca fala.
Pareço menino, que sente ciúmes de algo que nem é seu, mas que deseja mais que tudo nessa vida.
É, realmente eu não cresci, eu sou menino.
Um menino que ainda escreve poemas mesmo sabendo que você pode nem ler;
Um menino que ouve música romântica e se imagina em situações maravilhosas;
Um menino que tenta ser o melhor em tudo pra poder impressionar.
Um menino que deseja apenas que o seu  principal desejo vire realidade.
Um menino que acredita em felizes para sempre, assim como em coelhinho da páscoa.
É isso, eu sou um homem com coração e alma de menino.
E se realmente o que vale é o que está por dentro, então por dentro eu sou melhor.
Por dentro tem uma criança inocente, amável e sonhadora.
Por dentro tem sentimentos que talvez o mundo moderno não entenda.
Em outras palavras, por dentro eu sou uma criança.
E pra resumir tudo em monossílabas,
Eu só quero dizer, que eu ainda amo à moda antiga,
Que eu ainda valorizo os bombons de chocolate, a contemplação das estrelas no céu...
Os passeios de mãos dadas, os beijos demorados no escurinho do cinema...
As cartas com cheiro perfume, as fotografias fazendo caretas engraçadas,
As músicas que nos representa, as cócegas e briguinhas na cama...
Sim, os pequenos momentos ainda me conquistam...
Pois eu creio que ninguém foi feito pra viver sozinho,
E enquanto folego eu tiver, eu vou amar e correr atrás daquilo que me faz feliz...
E hoje, o que me faz feliz é você. 

16 outubro 2012

Um, dois e “tlês”





ADRIANA CALCANHOTTO – PARTIMPIM TLÊS, 2012.

Um, dois e “tlês”... Adriana Partimpim volta com mais um álbum voltado para o público infantil. E nada melhor do que lançar um CD infantil nos mês das crianças, simplesmente é uma ótima dica de presente.
Ao analisarmos a capa do álbum já notamos o quanto o alter-ego Adriana Partimpim tomou uma forma própria e mais distinta da Adriana Calcanhotto. O que é um ponto positivo, pois notamos o quanto Partimpim é dedicada ao som infantil e como aparece na foto da capa do CD, em sua encarnação atual, como boneca deixa o álbum mais leve.
A sonoridade do álbum é simplesmente maravilhosa! “Tlês” carrega a mesma sofisticação musical e poética de seus antecessores. Na superfície de suas 11 faixas, um apelo direto aos pequenos, sensorial, em seus arranjos lúdicos. As crianças irão desvendar uma camada, uma palavra estranha aqui ou um timbre inesperado ali e também a curiosidade, o comichão de entender o porquê daquele som, daquele verso indo mais fundo.
Para os mais velhos perceberão o diálogo sagaz entre as versões de Partimpim e as originais de Chico Buarque ou Jorge Ben Jor ou Dorival Caymmi. E assim, camada a camada, se penetra até chegar a leves reflexões filosóficas para todas as idades – sobre a vida, sobre a infância e sobre a música brasileira, sua tradição e como Partimpim, brincando, entra aí.
Destaque para as canções “Taj Mahal” que evoca no sintetizador com timbres retrô um passado futurista que nos lança nas mil e uma noites de Ben Jor. “Lindo Lago do Amor”, de Gonzaguinha, é a primeira das muitas canções com bichos do disco, introduzindo uma atmosfera de fábula que atravessa o álbum. Timbres aquáticos mágicos – ouça e entenda. “Por Que os Peixes Falam Francês?”, de Alberto Continentino e Domenico, trafega na mesma seara mágica-aquática de “Lindo Lago do Amor”, mas de forma mais etérea, com sintetizadores flutuantes, cantos de baleia e desentupidores. E “Acalanto” de Caymmi que fecha o disco. A música que Dorival fez para ninar Nana, afirma-se por sua doçura e por sua força de canção de ninar definitiva da música brasileira – por Caymmi, por Nana, pela proximidade com o terreno atemporal do folclore de “Boi da cara preta”.
Barulhos inclassificáveis à parte, esse é talvez o disco em que Partimpim mais se aproxima de uma sonoridade do pop contemporâneo. E então preparado para entrar no mundo de Partimpim e voltar a ser criança?

01. Salada Russa
02 Taj Mahal
03 Lindo Lago Do Amor
04 O Pato
05 Criança, Crionça
06 Porque Os Peixes Falam Francês?
07 Passaredo
08 De Onde Vem O Baião?
09 Tia Nastácia
10 Também Vocês 
11 Acalanto


TEXTO: BRUNO SILVA

08 outubro 2012

TED, O Filme


O que começa com toque de infantilidade acaba levando os telespectadores para um lugar totalmente restrito para o público infantil.  O filme embora tenha esse toque infantil, já que a personagem principal é um ursinho de pelúcia, tem um enredo totalmente adulto. A inocência de Ted é quebrada quando começamos a ver que um ursinho de pelúcia pode fazer e dizer ao decorrer da projeção.

Dirigido por Seth MacFarlane, o filme conta a historia de a história de John Bennet (Mark Wahlberg), um garoto solitário que ao ser rejeitado pelos colegas de sua idade, numa noite de natal, ganha dos pais um ursinho de pelúcia ao qual dar-lhe o nome de Ted. Encantado, deseja que ele ganhe vida. Atendido por algo divino, John passa a ter em Ted um amigo fiel.

A história da um salto de quase 30 anos para a nossa atualidade e encontramos John Bennet aos 35 anos de idade, trabalhando em um escritório de aluguel de carros e namora Lori (Mila Kunis) há quase quatro anos. Já o Ted virou um vagabundo profissional: passa os dias bebendo, fumando maconha e tramando encontros com prostitutas.

Até esse ponto da fita temos um enredo bem estruturado, mas o mesmo começa a se tornar vago com adição de personagem que em nada acrescentam para a trama geral. Em grande parte esses personagens são rasos, pouco explorados e logo notamos a tentativa absurda do diretor de “encher linguiça”.

O humor do filme é impecável. Além das piadas chulas sobre sexo e drogas (principalmente a parte que ele vai fazer uma reclamação na Hasbro por não ter um pênis), Ted tem bons momentos com um humor pra lá de inteligente. Piadas nas quais só algumas pessoas conseguem entender ou captar.

No final das contas Ted não chega a ser um filme perfeito, mas para quem gosta de um humor adulto e tem curiosidade de ver um ursinho falando palavrão e além de outras coisas, então Ted é um bom filme.


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