E é esse meu jeito que machuca a mim mesmo
Sendo tão bonzinho, tão certinho, tão correto que o mundo me
confronta com o seu lado horrendo de ser
Nos aprendizados eu digo que mudarei, que ficarei mais forte
feito uma pedra
No entanto a teoria na é vista na prática e lá vou eu de
novo, me ferir com a minha personalidade incomum
Tomara que amanhã quando eu virar as costas e olhar pra trás
eu não chore de arrependimento
Coisas e mais coisas eu abro mão em nome do meu respeito a
mim mesmo
Respeito esse, que a vida
não tem por mim
Não conto mais, eu já perdi as contas de quantas vezes eu
sangrei, eu chorei e cai
Tem momentos que me
confronto, tento mudar, tento olhar pra mim sem derramar lágrimas, tento rever
meus conceitos de gente adulta, porém até hoje eu continuo tentando...
E essa angústia consome minha pessoa, tentar e não
conseguir, pelejar e não alcançar, lutar e não vencer , isso me destrói
Eu tiro disso, apenas um suposta conclusão:
“ de nada adianta eu ser aquilo que não me faz feliz por
completo, de nada adianta eu aprender e não praticar, de nada adianta correr
sem chegar à lugar nenhum, de nada adianta eu dizer que sou maduro e ao mesmo
tempo parecer uma criança que de
tristeza chora por não ter conseguindo o seu “brinquedo tão esperado” que a mamãe
prometeu”.
Henrique Almeida

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